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Sábado, 06 Junho 2020 11:15

Transtorno bipolar

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É comum ver no cotidiano as pessoas falarem algo do tipo: “sou meio bipolar”. Podemos até entender o que está sendo dito, mas isso não retrata o que é o Transtorno Bipolar (TB) precisamente. Ter um aborrecimento pela manhã e estar contente à tarde não significa que a pessoa tenha TB. Variações de estados emocionais desse tipo se assemelham mais à vida normal.

O TB, no entanto, se caracteriza como uma doença mental bastante grave e crônica (não tem uma cura conhecida), requer tratamento de longo prazo. O seu diagnóstico é complexo chegando a demorar cerca de 10 anos para acontecer. Essa demora retarda o início do tratamento apropriado. Também ocasiona uma peregrinação em busca ajuda e uma sobrecarga de sofrimento para o paciente e para as pessoas com quem convive.

Existem diferentes subclassificações do TB. Se considerarmos todas elas, cerca de 8% da população pode apresentar o diagnóstico. É uma das principais causas de morte nos transtornos mentais, em especial, entre os homens. O risco de suicídio chega a ser 15 vezes maior que na população em geral. Os primeiros indicativos da doença costumam aparecer entre o fim da adolescência e início da vida adulta, na forma de episódios depressivos graves, episódios maníacos ou hipomaníacos significativos e repentinos. Ainda não se conhece uma causa específica, embora fatores relacionados à história familiar e genética estejam fortemente relacionados.

Os episódios depressivos, que geralmente predominam, e a presença de ao menos um episódio maníaco ou hipomaníaco são a base do diagnóstico. Os episódios maníacos e hipomaníacos, diferem entre si pela gravidade dos sintomas, como (DSM-V, 2013): humor elevado, expansivo ou irritável com aumento incomum da disposição para as atividades, autoestima elevada ou senso de grandiosidade, redução da necessidade de sono, maior necessidade de falar, aceleração dos pensamentos, dificuldade em concentrar a atenção, envolvimento anormal com atividades prazerosas (compras desenfreadas, maior atividade sexual ou investimentos financeiros insensatos).

Atualmente os tratamentos mais eficazes para o TB envolvem a farmacoterapia, com estabilizadores de humor, associada à psicoterapia. Os tratamentos psicológicos com melhor resposta envolvem estratégias de psicoeducação para o TB, além do trabalho em conjunto com a família do paciente ou pessoas do seu convívio mais próximo. O tratamento adequado também age protegendo o sistema nervoso central dos danos neurológicos de episódios depressivos, maníacos e hipomaníacos repetidos. Em resumo, o TB exige um acompanhamento especializado. Procure um profissional da saúde mental.

- “Sou meio bipolar”

- Cerca de 8% da população pode apresentar o diagnóstico.

- Os tratamentos psicológicos com melhor resposta envolvem estratégias de psicoeducação.

Ler 340 vezes Última modificação em Sábado, 06 Junho 2020 12:49
Douglas Machado Albrecht

(Doutorando em Psicologia – Universidad de Ciencias Empresariales y Sociales / Buenos Aires-AR) - CRP 12/12926

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